Com cotas antecipadas e eliminado da Copa do Brasil, Santa Cruz tem futuro financeiro incerto

Por maior que seja o esforço da diretoria do Santa Cruz, a missão de buscar uma maneira de suprir a perda financeira decorrente da eliminação precoce na Copa do Brasil é ingrata. De fato, deixar escapar a premiação de R$ 600 mil com a derrota para o Fluminense-BA não estava nos planos do Tricolor. Sem cotas da televisão na Série C e com boa parte da receita desta temporada já antecipadas em 2017, o clube se vê em um momento de interrogações. Sem receita fixa, o futuro financeiro próximo do clube nesta temporada é absolutamente incerto.Apesar do momento difícil, o presidente do clube, Constantino Júnior, mostrou-se tranquilo. Ciente das dificuldades que terá pela frente, ele afirmou que a administração coral vem fazendo o que é possível para aparar arestas e seguir honrando os compromissos com o elenco. “Agora temos que correr atrás para fomentar outras receitas. O primeiro passo a gente já tinha dado, que era diminuir as despesas. A gente poderia ter um time mais qualificado e ter passado de fase, mas podia ter um time mais caro e não ter passado”, disse o mandatário.

Atualmente, a folha salarial do Santa Cruz gira em torno de R$ 250 mil. Antes do jogo contra o Fluminense de Feira de Santana, a diretoria antecipou o pagamento da metade do mês de janeiro a fim de dar uma injeção de ânimo nos atletas. Não funcionou. A outra metade está programada para ser paga no quinto dia útil próximo.

“O clube tem diminuído despesas e buscado outras fontes de receita. Perdemos o nosso patrocínio master (atualmente o clube tem duas marcas temporárias na camisa) e estamos fomentando situações para poder nos dar uma tranquilidade. Precisamos fazer uma engenharia para manter tudo funcionando”, ressaltou Constantino Júnior.

Durante a Série B do ano passado, imerso às dívidas com o elenco, o Santa Cruz precisou antecipar a Copa do Campeonato Pernambucano deste ano (R$ 950 mil). O R$ 1 milhão referente à primeira fase do Nordestão também já foi comprometido. Do valor referente à primeira fase da Copa do Brasil, o clube antecipou 60% dos R$ 500 mil - ou seja, para este ano, restou R$ 200 mil. O que resta para o Tricolor é seguir adiante na Copa do Nordeste.

Passar pelo menos às quartas de final do regional significa levar uma premiação de R$ 450 mil. No mais, por ora, o clube vai para “uma guerra todo mês”, como ressaltou Constantino, com as receitas de vendas de camisas, sócios, vendas de camisas e renda de jogos.

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