União investe mais de R$ 1 mi em área de proteção ambiental do Litoral Sul de PE

Recurso será destinado à Área de Proteção Ambiental de Guadalupe, que abrange os municípios de Sirinhaém, Rio Formoso, Tamandaré e Barreiros
A Área de Proteção Ambiental (APA) de Guadalupe, unidade de conservação de 44 mil hectares situada no Litoral Sul pernambucano, receberá um investimento de R$ 1,05 milhão por meio do projeto GEF-Mar, iniciativa do Governo Federal criada para promover a longevidade da biodiversidade marinha e costeira.

Sob coordenação do Ministério do Meio Ambiente (MMA), as ações prioritárias serão implementadas pela Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) e a Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH).

A APA Guadalupe é vizinha à APA Costa dos Corais, unidade de conservação já apoiada pelo projeto, e abrange os municípios de Sirinhaém, Rio Formoso, Tamandaré e Barreiros. A iniciativa atende aos princípios da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), tratado da Organização das Nações Unidas considerado um dos mais importantes instrumentos internacionais relacionados ao meio ambiente.


De acordo com o secretário em exercício de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Carlos André Cavalcanti, as atividades terão início em março, quando equipes cairão em campo para realizar diagnóstico das atividades econômicas realizadas pelas 91 famílias do assentamento Amaraji. A escolha do território se deveu ao seu reconhecimento pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

"Amaraji tem uma forte organização na agricultura, com destaque na produção de hortaliças, criação de animais de médio porte e apicultura. Definiremos estratégias de gestão que fortaleçam e dinamizem a economia dessas famílias sem haver perda dos recursos naturais", explica.

Após o diagnóstico e levantamento de todos esses Arranjos Produtivos Locais (APLs), como são chamadas as atividades econômicas feitas de maneira autônoma num assentamento rural, é que será feita a aquisição de insumos e bens, capacitações e oficinas com a comunidade. Essa segunda etapa terá a participação da comunidade e de membros do conselho gestor da APA de Guadalupe.

"Ao aperfeiçoar o trabalho das famílias de Amaraji, de forma que torne as atividades mais produtivas e que gerem renda sem ter perda de biodiversidade, estamos cumprindo com as metas impostas pela CBD (Convenção sobre Diversidade Biológica)", ressalta Cavalcanti. A implantação do GEF-Mar na APA Guadalupe será supervisionada pelo MMA e pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), responsável pela execução financeira do projeto.